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Secretário de São Bernardo do Campo é exonerado após denúncia de corrupção e venda de cargos

A Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP exonerou o secretário de Gestão Ambiental do município, Mário Henrique de Abreu, apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como chefe de um esquema de corrupção na pasta.

Segundo o MPE, Abreu vendia cargos na secretaria, que podiam ser pagos em dinheiro ou até em automóvel.

 

O advogado de Mário de Abreu nega todas as acusações contra seu cliente e questiona a isenção do Ministério Público Estadual. Ele espera que no processo judicial o caso seja esclarecido e seu cliente inocentado.

 

“Nós observamos um esquema de corrupção baseado em compras de cargos, vendas de licença, funcionário fantasma, várias frentes de investigação”, explica a promotora Maria Cecília Nacle.

 

Os promotores dizem que quem encabeçava o esquema era o secretário Mário de Abreu em pessoa. Mário de Abreu foi eleito vereador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas logo em seguida foi convidado pelo recém-eleito prefeito Orlando Morando Junior, do mesmo partido, para assumir a secretaria. Abreu prometeu resolver problemas deixados por outras administrações.

 

A primeira denúncia de que tinha alguma coisa muito errada veio de uma forma inusitada: de um grupo de mães no WhatsApp. Em janeiro desse ano, uma mensagem surpreendente chegou ao grupo.

 

“Eu peguei um cargo comissionado aqui onde moro. Na verdade, comprei o cargo. Estou trabalhando na Secretaria de Meio Ambiente com um vereador que ganhou e foi nomeado secretário. Dei meu carro que valia 45 mil a ele e ele me deu o cargo. Estou adorando…”

 

Quem escreveu a mensagem foi Patrícia Nartiano. Ela fazia parte do grupo – que tinha mulheres do Brasil inteiro – e respondia a uma mãe que não sabia se devia deixar o filho em casa para trabalhar.

 

Uma das integrantes achou a resposta estranha e questionou?

“Patty, como assim comprou o cargo”, questionou.

 

Aí Patrícia explicou:

“O vereador tem direito a dar 16 cadeiras a pessoas que ajudaram ele na eleição. Só que invés de dar, ele vendeu”.

 

A mulher que desconfiou da história mandou um e-mail para o Ministério Público Estadual, denunciando o caso. Os promotores descobriram que Patrícia Martiniano realmente foi nomeada oficial de gabinete da Secretaria de Gestão Ambiental em janeiro desse ano, logo depois que o secretario assumiu.

Patrícia foi chamada para depor e detalhou a história. Disse que o pai dela conhecia Mário de Abreu e depois da eleição procurou o vereador para pedir um emprego para a filha.

 

Mario Henrique pediu, então, R$ 40 mil por um cargo na secretaria que ele iria assumir.

 

O pai disse que a família não tinha esse dinheiro. Então, o próprio Mário Henrique deu a ideia de que Patrícia entregasse o carro dela. O que foi aceito.

Mas, o automóvel tinha sido comprado em um leilão e não valia os R$ 40 mil.

Então, Mário de Abreu propôs receber – todo mês – R$ 800 retirados do salário de Patrícia até o final do mandato dele.

 

O primeiro pagamento foi feito em janeiro. Patrícia disse que entregou o dinheiro num envelope para a secretária de Mário, num banheiro, dentro da secretaria de gestão ambiental. E isso se repetiu por 10 meses, até outubro.

 

Durante a investigação, o Ministério Público Estadual encontrou provas/indícios de que o caso de Patrícia não era único. Lá no sexto andar, na secretaria de gestão ambiental, tinha funcionário fantasma, pessoas que não exerciam a função para a qual foram nomeadas e até gente que pegou um empréstimo para comprar o cargo.

 

Um dos depoimentos mais reveladores foi o de Silvia Regina Franco, nomeada auxiliar técnico da secretaria em fevereiro.

 

Ela conta que ouviu diretamente do secretário Mário Henrique que todos que ocupassem cargos ali tinham que contribuir com alguma quantia em favor dele. E Mário de Abreu pediu de forma direta R$ 50 mil em dinheiro. Segundo Sílvia, a conversa foi dentro do gabinete do secretário, a portas fechadas.

 

Ela então “correu atrás do dinheiro fazendo vários empréstimos e refinanciando o carro do filho. A entrega do dinheiro se deu em partes, R$ 10 mil de cada vez. A primeira parcela foi logo depois da nomeação, também dentro do gabinete, em um envelope nas mãos do secretário.

 

Ela fez mais duas entregas até completar o valor. Silvia nem aparecia na secretaria todos os dias.

 

As nomeações de outros três funcionários também estão sob investigação. E Mário de Abreu foi denunciado por corrupção passiva, concussão e organização criminosa.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo – SP exonerou o secretário de Gestão Ambiental do município, Mário Henrique de Abreu, apontado pelo Ministério Público Estadual (MPE) como chefe de um esquema de corrupção na pasta.

Segundo o MPE, Abreu vendia cargos na secretaria, que podiam ser pagos em dinheiro ou até em automóvel.

 

O advogado de Mário de Abreu nega todas as acusações contra seu cliente e questiona a isenção do Ministério Público Estadual. Ele espera que no processo judicial o caso seja esclarecido e seu cliente inocentado.

 

“Nós observamos um esquema de corrupção baseado em compras de cargos, vendas de licença, funcionário fantasma, várias frentes de investigação”, explica a promotora Maria Cecília Nacle.

 

Os promotores dizem que quem encabeçava o esquema era o secretário Mário de Abreu em pessoa. Mário de Abreu foi eleito vereador pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas logo em seguida foi convidado pelo recém-eleito prefeito Orlando Morando Junior, do mesmo partido, para assumir a secretaria. Abreu prometeu resolver problemas deixados por outras administrações.

 

A primeira denúncia de que tinha alguma coisa muito errada veio de uma forma inusitada: de um grupo de mães no WhatsApp. Em janeiro desse ano, uma mensagem surpreendente chegou ao grupo.

 

“Eu peguei um cargo comissionado aqui onde moro. Na verdade, comprei o cargo. Estou trabalhando na Secretaria de Meio Ambiente com um vereador que ganhou e foi nomeado secretário. Dei meu carro que valia 45 mil a ele e ele me deu o cargo. Estou adorando…”

 

Quem escreveu a mensagem foi Patrícia Nartiano. Ela fazia parte do grupo – que tinha mulheres do Brasil inteiro – e respondia a uma mãe que não sabia se devia deixar o filho em casa para trabalhar.

 

Uma das integrantes achou a resposta estranha e questionou?

“Patty, como assim comprou o cargo”, questionou.

 

Aí Patrícia explicou:

“O vereador tem direito a dar 16 cadeiras a pessoas que ajudaram ele na eleição. Só que invés de dar, ele vendeu”.

 

A mulher que desconfiou da história mandou um e-mail para o Ministério Público Estadual, denunciando o caso. Os promotores descobriram que Patrícia Martiniano realmente foi nomeada oficial de gabinete da Secretaria de Gestão Ambiental em janeiro desse ano, logo depois que o secretario assumiu.

Patrícia foi chamada para depor e detalhou a história. Disse que o pai dela conhecia Mário de Abreu e depois da eleição procurou o vereador para pedir um emprego para a filha.

 

Mario Henrique pediu, então, R$ 40 mil por um cargo na secretaria que ele iria assumir.

 

O pai disse que a família não tinha esse dinheiro. Então, o próprio Mário Henrique deu a ideia de que Patrícia entregasse o carro dela. O que foi aceito.

Mas, o automóvel tinha sido comprado em um leilão e não valia os R$ 40 mil.

Então, Mário de Abreu propôs receber – todo mês – R$ 800 retirados do salário de Patrícia até o final do mandato dele.

 

O primeiro pagamento foi feito em janeiro. Patrícia disse que entregou o dinheiro num envelope para a secretária de Mário, num banheiro, dentro da secretaria de gestão ambiental. E isso se repetiu por 10 meses, até outubro.

 

Durante a investigação, o Ministério Público Estadual encontrou provas/indícios de que o caso de Patrícia não era único. Lá no sexto andar, na secretaria de gestão ambiental, tinha funcionário fantasma, pessoas que não exerciam a função para a qual foram nomeadas e até gente que pegou um empréstimo para comprar o cargo.

 

Um dos depoimentos mais reveladores foi o de Silvia Regina Franco, nomeada auxiliar técnico da secretaria em fevereiro.

 

Ela conta que ouviu diretamente do secretário Mário Henrique que todos que ocupassem cargos ali tinham que contribuir com alguma quantia em favor dele. E Mário de Abreu pediu de forma direta R$ 50 mil em dinheiro. Segundo Sílvia, a conversa foi dentro do gabinete do secretário, a portas fechadas.

 

Ela então “correu atrás do dinheiro fazendo vários empréstimos e refinanciando o carro do filho. A entrega do dinheiro se deu em partes, R$ 10 mil de cada vez. A primeira parcela foi logo depois da nomeação, também dentro do gabinete, em um envelope nas mãos do secretário.

 

Ela fez mais duas entregas até completar o valor. Silvia nem aparecia na secretaria todos os dias.

 

As nomeações de outros três funcionários também estão sob investigação. E Mário de Abreu foi denunciado por corrupção passiva, concussão e organização criminosa.

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