Rebelião em Cascavel deixa dois presos mortos; agentes seguem reféns

Dois detentos morreram – um deles, decapitado – e um refém ficou ferido em uma rebelião que teve início na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) no Paraná na tarde da quinta-feira (9). Os presos renderam três agentes por volta das 15h, subiram no telhado da penitenciária e chegaram a exibir uma bandeira da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Um dos agentes foi liberado por volta de 18h depois de negociações com a Polícia Militar (PM). Ele ficou ferido, mas está fora de risco, segundo Petruska Niclevisk Sviercoski, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).

 

Segundo o Coronel Lee, do 5º Comando Regional da Polícia Militar, a situação ficou controlada durante a madrugada, mas apesar das negociações, a PM pode invadir o local para acabar com a rebelião após os presos não cumprirem o acordo feito com os policiais.

 

“Eles querem o famoso ‘bonde’, querem transferência. A polícia não trabalha com transferências. Não é vinculada a entrega da cadeia com essa situação. A gente quer conversar, estamos conversando. Estamos em bons termos, mas eles sabem do que somos capazes também”, afirma.

 

Durante a madrugada 150 detentos foram transferidos da PEC, sendo que 100 foram levados até a Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) e 50 para a cadeia pública da 15ª Subdivisão Policial.

 

O preso decapitado seria líder da facção criminosa Máfia Paranaense e teria sido morto por integrantes do PCC. O número total de mortos e feridos ainda não é confirmado, mas há pelo menos uma pessoa em estado grave e dois mortos. Dois agentes penitenciários permanecem em poder dos presos.

 

O Departamento Penitenciário do Paraná determinou o fechamento de todas as unidades prisionais do Paraná para evitar que facções sigam determinações externas e comecem novos motins.

 

Para Petruska, o principal motivo da rebelião é a falta de estrutura na penitenciária. “Os mesmos motivos que levaram à rebelião de 2014 permanecem até hoje”, explica, citando a falta de efetivo, segurança e infraestrutura.

 

Um cordão de isolamento foi montado nas imediações. Equipes da Polícia Militar do Pelotão de Choque e do Corpo de Bombeiros negociam a liberação dos outros dois reféns.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) a rebelião pode ter sido motivada por uma briga entre facções e os presos não fizeram exigências. Segundo a secretaria, o presídio de Cascavel abriga 980 detentos. A capacidade da penitenciária é para 1.160 presos.

 

Pelo menos 80% da estrutura do presídio foi destruída, segundo a Polícia Militar (PM).

 

Familiares de detentos, que reivindicam informações sobre a situação dos presos, dormiram ao redor do presídio. Algumas pessoas, sem cobertores, ficaram em um matagal ao lado do presídio.

Dois detentos morreram – um deles, decapitado – e um refém ficou ferido em uma rebelião que teve início na Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) no Paraná na tarde da quinta-feira (9). Os presos renderam três agentes por volta das 15h, subiram no telhado da penitenciária e chegaram a exibir uma bandeira da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

 

Um dos agentes foi liberado por volta de 18h depois de negociações com a Polícia Militar (PM). Ele ficou ferido, mas está fora de risco, segundo Petruska Niclevisk Sviercoski, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen).

 

Segundo o Coronel Lee, do 5º Comando Regional da Polícia Militar, a situação ficou controlada durante a madrugada, mas apesar das negociações, a PM pode invadir o local para acabar com a rebelião após os presos não cumprirem o acordo feito com os policiais.

 

“Eles querem o famoso ‘bonde’, querem transferência. A polícia não trabalha com transferências. Não é vinculada a entrega da cadeia com essa situação. A gente quer conversar, estamos conversando. Estamos em bons termos, mas eles sabem do que somos capazes também”, afirma.

 

Durante a madrugada 150 detentos foram transferidos da PEC, sendo que 100 foram levados até a Penitenciária Industrial de Cascavel (PIC) e 50 para a cadeia pública da 15ª Subdivisão Policial.

 

O preso decapitado seria líder da facção criminosa Máfia Paranaense e teria sido morto por integrantes do PCC. O número total de mortos e feridos ainda não é confirmado, mas há pelo menos uma pessoa em estado grave e dois mortos. Dois agentes penitenciários permanecem em poder dos presos.

 

O Departamento Penitenciário do Paraná determinou o fechamento de todas as unidades prisionais do Paraná para evitar que facções sigam determinações externas e comecem novos motins.

 

Para Petruska, o principal motivo da rebelião é a falta de estrutura na penitenciária. “Os mesmos motivos que levaram à rebelião de 2014 permanecem até hoje”, explica, citando a falta de efetivo, segurança e infraestrutura.

 

Um cordão de isolamento foi montado nas imediações. Equipes da Polícia Militar do Pelotão de Choque e do Corpo de Bombeiros negociam a liberação dos outros dois reféns.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) a rebelião pode ter sido motivada por uma briga entre facções e os presos não fizeram exigências. Segundo a secretaria, o presídio de Cascavel abriga 980 detentos. A capacidade da penitenciária é para 1.160 presos.

 

Pelo menos 80% da estrutura do presídio foi destruída, segundo a Polícia Militar (PM).

 

Familiares de detentos, que reivindicam informações sobre a situação dos presos, dormiram ao redor do presídio. Algumas pessoas, sem cobertores, ficaram em um matagal ao lado do presídio.

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