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Odebrecht e Andrade Gutierrez têm indícios de pagamento ilegal a Aécio

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) investigam a suspeita de que o senador Aécio Neves da Cunha, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tenha recebido propina para defender os interesses da Odebrecht e da Andrade Gutierrez na construção de uma usina hidrelétrica.

 

Hidrelétrica de Santo Antônio, Rio Madeira, Rondônia. Essa é a Usina que está gerando o mais recente capítulo de denúncias contra o senador mineiro, Aécio neves, do PSDB.

 

A reportagem publicada no sábado (23) pelo Jornal O Globo revela que a PGR e a PF encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina.

 

De acordo com a reportagem, a acusação contra o Tucano foi “relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada”.

 

E teve impacto direto na delação de outra empreiteira, “a Andrade Gutierrez, que foi obrigada a esclarecer sua participação no episódio”.

 

De acordo com os executivos da Odebrecht, “Aécio recebeu R$ 50 milhões”.

 

Trinta milhões foram repassados pela Odebrecht e R$ 20 milhões pela Andrade Gutierrez.

 

A matéria do jornal O Globo informa que “A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários” entregues nos últimos meses, “Que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador Tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura”, que havia sido citada por “Um de seus ex-executivos, Henrique Valladares”, em depoimento à PGR.

 

O titular da conta ainda não foi revelado, mas Valadares diz que a conta está vinculada ao empresário “Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio e integrante do grupo mais restrito de amigos do Tucano”.

 

O Globo destaca que em depoimento à PGR, o delator Henrique Valladares disse ter sido orientado por um emissário de Aécio, Dimas Toledo, a depositar parte dos valores em uma conta bancária de Cingapura.

 

Henrique Valladares: “O Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador, o governador também estava nessa mesa. Ele me trouxe o papel com o nome do Accioly. O que me recordo é que era em Cingapura a conta”.

 

Interlocutores da Odebrecht informaram a procuradores e integrantes da Polícia Federal que a conta de Cingapura é da offshore Embersy Services Limited, sediada nas Ilhas Marshall, país com pouco mais de 60 mil habitantes, localizado no Oceano Pacífico.

 

Nos registros internos da empreiteira [Odebrecht], a transferência de valores para a Embersy está vinculada ao código “Mineirinho” forma como Aécio era identificado nos sistemas de propina.

 

A reportagem do jornal revela que Henrique Valladares relatou que o pagamento a Aécio foi acertado numa reunião com a presença de Marcelo Odebrecht. Esse encontro teria sido no início de 2008, em Belo Horizonte – MG.

 

A reportagem também afirma que de acordo com o ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, o objetivo dos pagamentos a Aécio era influenciar decisões na Companhia Elétrica de Minas Gerais, estatal de energia mineira, e Furnas, estatal federal, a favor da empreiteira baiana.

 

Executivos da empreiteira Andrade Gutierrez confirmaram as denúncias. “Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo e delator da empreiteira [Andrade Gutierrez], Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech que pertence ao empresário carioca [Alexandre Accioly], a uma sobrinha dele e a um ex-banqueiro”.

 

O senador Aécio Neves afirmou que as acusações são falsas e absurdas. Que jamais recebeu qualquer recurso ilícito e que as doações para campanhas eleitorais dele jamais tiveram contrapartida.

 

Alexandre Accioly declarou que a Andrade Gutierrez é sócia na holding que administra a rede de academias Bodytech. E que a documentação apresentada pela Odebrecht vai provar que ele nunca foi titular ou beneficiário de conta em Cingapura.

 

A Andrade Gutierrez disse que adquiriu uma opção de compra de ações da empresa de Accioly, mas nunca exerceu esse direito. E que colabora com as investigações para corrigir seus erros.

 

A Odebrecht afirmou que está colaborando com a justiça e comprometida a combater a corrupção.

 

A defesa de Dimas Toledo declarou que ele jamais intermediou recursos para Aécio Neves – ou a pedido dele. E que não orientou quem quer que seja a efetuar depósitos em favor de Alexandre Accioly.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) investigam a suspeita de que o senador Aécio Neves da Cunha, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tenha recebido propina para defender os interesses da Odebrecht e da Andrade Gutierrez na construção de uma usina hidrelétrica.

 

Hidrelétrica de Santo Antônio, Rio Madeira, Rondônia. Essa é a Usina que está gerando o mais recente capítulo de denúncias contra o senador mineiro, Aécio neves, do PSDB.

 

A reportagem publicada no sábado (23) pelo Jornal O Globo revela que a PGR e a PF encontraram novos indícios que, de acordo com os investigadores, reforçam a suspeita de que o senador Aécio Neves recebeu propina para atuar em nome de empreiteiras na construção da Usina.

 

De acordo com a reportagem, a acusação contra o Tucano foi “relatada por ex-executivos da Odebrecht em acordos de colaboração premiada”.

 

E teve impacto direto na delação de outra empreiteira, “a Andrade Gutierrez, que foi obrigada a esclarecer sua participação no episódio”.

 

De acordo com os executivos da Odebrecht, “Aécio recebeu R$ 50 milhões”.

 

Trinta milhões foram repassados pela Odebrecht e R$ 20 milhões pela Andrade Gutierrez.

 

A matéria do jornal O Globo informa que “A Odebrecht sustenta a acusação com comprovantes bancários” entregues nos últimos meses, “Que, segundo a empresa, comprovam depósitos para o senador Tucano, por meio de uma conta de offshore em Cingapura”, que havia sido citada por “Um de seus ex-executivos, Henrique Valladares”, em depoimento à PGR.

 

O titular da conta ainda não foi revelado, mas Valadares diz que a conta está vinculada ao empresário “Alexandre Accioly, padrinho de um dos filhos de Aécio e integrante do grupo mais restrito de amigos do Tucano”.

 

O Globo destaca que em depoimento à PGR, o delator Henrique Valladares disse ter sido orientado por um emissário de Aécio, Dimas Toledo, a depositar parte dos valores em uma conta bancária de Cingapura.

 

Henrique Valladares: “O Dimas me traz um papelzinho com o nome do Accioly, eu sabia que era amigo do governador, o governador também estava nessa mesa. Ele me trouxe o papel com o nome do Accioly. O que me recordo é que era em Cingapura a conta”.

 

Interlocutores da Odebrecht informaram a procuradores e integrantes da Polícia Federal que a conta de Cingapura é da offshore Embersy Services Limited, sediada nas Ilhas Marshall, país com pouco mais de 60 mil habitantes, localizado no Oceano Pacífico.

 

Nos registros internos da empreiteira [Odebrecht], a transferência de valores para a Embersy está vinculada ao código “Mineirinho” forma como Aécio era identificado nos sistemas de propina.

 

A reportagem do jornal revela que Henrique Valladares relatou que o pagamento a Aécio foi acertado numa reunião com a presença de Marcelo Odebrecht. Esse encontro teria sido no início de 2008, em Belo Horizonte – MG.

 

A reportagem também afirma que de acordo com o ex-presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, o objetivo dos pagamentos a Aécio era influenciar decisões na Companhia Elétrica de Minas Gerais, estatal de energia mineira, e Furnas, estatal federal, a favor da empreiteira baiana.

 

Executivos da empreiteira Andrade Gutierrez confirmaram as denúncias. “Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo e delator da empreiteira [Andrade Gutierrez], Flávio Barra, confirmou o repasse de R$ 20 milhões a Aécio por meio de um contrato com a Aalu Participações e Investimentos, empresa controladora da rede de academias Bodytech que pertence ao empresário carioca [Alexandre Accioly], a uma sobrinha dele e a um ex-banqueiro”.

 

O senador Aécio Neves afirmou que as acusações são falsas e absurdas. Que jamais recebeu qualquer recurso ilícito e que as doações para campanhas eleitorais dele jamais tiveram contrapartida.

 

Alexandre Accioly declarou que a Andrade Gutierrez é sócia na holding que administra a rede de academias Bodytech. E que a documentação apresentada pela Odebrecht vai provar que ele nunca foi titular ou beneficiário de conta em Cingapura.

 

A Andrade Gutierrez disse que adquiriu uma opção de compra de ações da empresa de Accioly, mas nunca exerceu esse direito. E que colabora com as investigações para corrigir seus erros.

 

A Odebrecht afirmou que está colaborando com a justiça e comprometida a combater a corrupção.

 

A defesa de Dimas Toledo declarou que ele jamais intermediou recursos para Aécio Neves – ou a pedido dele. E que não orientou quem quer que seja a efetuar depósitos em favor de Alexandre Accioly.

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