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Moro pede apoio a Temer para prisão de condenados em segunda instância

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse que o combate à corrupção não pode andar para trás e pediu o fim do foro privilegiado para autoridades. “Não são aceitáveis retrocessos”, disse Moro.

 

O discurso aconteceu no evento Brasileiros do Ano, promovido pela revista ISTOÉ, na noite da terça-feira (5), em que Moro foi o principal homenageado.

 

“É necessária a revisão do instituto do foro privilegiado. Primeiro porque ele é contrário ao princípio fundamental da democracia que é o princípio do tratamento igual”, disse o magistrado.

 

“Eu falo isso com bastante conforto porque eu como juiz também sou detentor desse foro privilegiado e eu não vejo nenhum problema que ele seja retirado dos juízes. Eu não quero esse privilégio para mim”, disse Moro.

 

Neste momento o juiz foi aplaudido efusivamente pela plateia. O presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia, Michel Temer (PMDB) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, sentados a poucos passos de Moro, não aplaudiram.

 

Antes do discurso de Moro, Temer, os ministros Moreira Franco e Henrique de Campos Meirelles e o presidente do Senado, Eunício Lopes de Oliveira, foram os únicos a não se levantar para aplaudir o juiz. Os outros 20 nomes no palco ficaram de pé.

 

No mês passado o presidente sancionou medida provisória aprovada pelo Congresso que deu status de ministro a Moreira Franco e assim garantiu foro privilegiado ao aliado.

 

Tanto Temer quanto Moreira Franco são investigados pela Operação Lava Jato. No palco ainda havia outros citados por delatores da operação, como o ministro Helder Zahluth Barbalho, o presidente da FIESP, Paulo Antônio Skaf, e o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, ACM Neto (DEM), escolhido como o Brasileiro do Ano na Política.

 

Moro também se dirigiu diretamente a Temer pedindo que o governo pressione o Supremo Tribunal Federal (STF) a não mudar o entendimento em relação à possibilidade da prisão de um condenado em segunda instância.

 

Fez o mesmo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao dizer que é importante manter investimentos na Polícia Federal (PF). “Me parece que alguns investimentos são necessários para o refortalecimento da Polícia Federal”, disse. “Na próxima quinta-feira haverá uma cerimônia em Curitiba em que serão devolvidos para a Petrobras recursos recuperados nesses casos criminais da ordem de mais de R$ 600 milhões”, disse. “Então investir no combate à corrupção é algo que eleva a economia”.

 

Moro também disse que é preciso diminuir o loteamento de cargos públicos e reformar os tribunais de contas.

 

Questionado pelo jornal Folha de S. Paulo sobre defender a Lava Jato ao lado de Temer e outros envolvidos no escândalo, Moro riu. “Vou ficar devendo uma resposta”, disse.

 

Sobre a revisão pelo STF da possibilidade de rever o cumprimento de pena após decisão em segunda instância, o juiz disse que “ainda acha incerto que vão rever”.

 

“Outros ministros também podem mudar de posição, então não acho assim tão certo [que revertam o entendimento]”, afirmou.

 

Perguntado a quais ministros se referia, Moro declinou. “Vou ficar devendo essa resposta”.

O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, disse que o combate à corrupção não pode andar para trás e pediu o fim do foro privilegiado para autoridades. “Não são aceitáveis retrocessos”, disse Moro.

 

O discurso aconteceu no evento Brasileiros do Ano, promovido pela revista ISTOÉ, na noite da terça-feira (5), em que Moro foi o principal homenageado.

 

“É necessária a revisão do instituto do foro privilegiado. Primeiro porque ele é contrário ao princípio fundamental da democracia que é o princípio do tratamento igual”, disse o magistrado.

 

“Eu falo isso com bastante conforto porque eu como juiz também sou detentor desse foro privilegiado e eu não vejo nenhum problema que ele seja retirado dos juízes. Eu não quero esse privilégio para mim”, disse Moro.

 

Neste momento o juiz foi aplaudido efusivamente pela plateia. O presidente Michel Miguel Elias Temer Lulia, Michel Temer (PMDB) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Wellington Moreira Franco, sentados a poucos passos de Moro, não aplaudiram.

 

Antes do discurso de Moro, Temer, os ministros Moreira Franco e Henrique de Campos Meirelles e o presidente do Senado, Eunício Lopes de Oliveira, foram os únicos a não se levantar para aplaudir o juiz. Os outros 20 nomes no palco ficaram de pé.

 

No mês passado o presidente sancionou medida provisória aprovada pelo Congresso que deu status de ministro a Moreira Franco e assim garantiu foro privilegiado ao aliado.

 

Tanto Temer quanto Moreira Franco são investigados pela Operação Lava Jato. No palco ainda havia outros citados por delatores da operação, como o ministro Helder Zahluth Barbalho, o presidente da FIESP, Paulo Antônio Skaf, e o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, ACM Neto (DEM), escolhido como o Brasileiro do Ano na Política.

 

Moro também se dirigiu diretamente a Temer pedindo que o governo pressione o Supremo Tribunal Federal (STF) a não mudar o entendimento em relação à possibilidade da prisão de um condenado em segunda instância.

 

Fez o mesmo com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao dizer que é importante manter investimentos na Polícia Federal (PF). “Me parece que alguns investimentos são necessários para o refortalecimento da Polícia Federal”, disse. “Na próxima quinta-feira haverá uma cerimônia em Curitiba em que serão devolvidos para a Petrobras recursos recuperados nesses casos criminais da ordem de mais de R$ 600 milhões”, disse. “Então investir no combate à corrupção é algo que eleva a economia”.

 

Moro também disse que é preciso diminuir o loteamento de cargos públicos e reformar os tribunais de contas.

 

Questionado pelo jornal Folha de S. Paulo sobre defender a Lava Jato ao lado de Temer e outros envolvidos no escândalo, Moro riu. “Vou ficar devendo uma resposta”, disse.

 

Sobre a revisão pelo STF da possibilidade de rever o cumprimento de pena após decisão em segunda instância, o juiz disse que “ainda acha incerto que vão rever”.

 

“Outros ministros também podem mudar de posição, então não acho assim tão certo [que revertam o entendimento]”, afirmou.

 

Perguntado a quais ministros se referia, Moro declinou. “Vou ficar devendo essa resposta”.

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