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Maiores credores da Oi rejeitam plano de recuperação

Um grupo de detentores de títulos e agências de crédito para exportação, que juntos são os maiores credores da Oi, disseram na sexta-feira (13) que o plano de recuperação da operadora de telefonia brasileira visa proteger os atuais acionistas à custa dos credores.

 

Em um comunicado, os comitês de direção dos dois maiores grupos de detentores de títulos da Oi e as chamadas ECAs rejeitaram o plano de recuperação apresentado na noite de quarta-feira (11). Eles disseram que a empresa “parece ter perdido tempo negociando com um pequeno grupo de credores conflitantes, alguns dos quais também detém ações, para um acordo fracassado que foca exclusivamente na preservação do valor para os atuais acionistas”.

 

O plano de recuperação da Oi proposto pela administração e aprovado pelo conselho da empresa “ignora preocupações fundamentais dos credores, ameaçando a viabilidade da companhia no longo prazo e enriquecendo abusivamente os atuais acionistas”, disse o comunicado.

 

As ações da Oi exibiam forte alta na sexta-feira, impulsionadas por avaliação de analistas de que a proposta apresentada de reestruturação é positiva para os acionistas da operadora. A ação preferencial subia mais de 21 por cento e a ordinária tinha alta acima de 11 por cento.

 

A nota traz a posição de dois grupos de credores da Oi, o Oi Creditors Groups e o grupo representado pela FTI Consulting, que, juntos, têm a receber cerca de 6,4 bilhões de dólares da operadora.

 

“Apesar de ter quase um ano e meio para fazer isso, a Oi não se envolveu em negociações sobre o plano de reorganização com o maior grupo organizado de credores, e a gerência só se reuniu com o Oi Creditor Groups e FTI no dia anterior ao arquivamento de seu último plano e depois do plano ter sido aprovado pelo conselho de administração, evitando efetivamente qualquer possibilidade de entrada dos credores e fornecendo evidências adicionais do conflito de interesses neste processo”, afirmam os credores.

 

Ao anunciar no fim de agosto que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) analisaria a possibilidade de abrir processo de cassação de concessão e autorizações da Oi, representantes da agência já haviam mencionado eventual conflito de interesses nas negociações entre credores e acionistas.

 

Entre as críticas apontadas pelos grupos de credores estão “falta de dinheiro novo comprometido” e “estrutura de capital insustentável”.

 

Por outro lado, uma fonte próxima da situação na empresa, disse que a direção da Oi recebeu mensagens de apoio ao plano por parte do China Development Bank, um dos credores da operadora brasileira.

 

O plano apresentado à Justiça na quarta-feira limita em 25 por cento a conversão de dívida em ações, bem abaixo do pretendido pelos principais detentores de títulos da empresa.

 

O plano prevê uma capitalização de 9 bilhões de reais, dos quais cerca de 6 bilhões equivalem a dinheiro novo, sendo 3,5 bilhões de reais por parte dos detentores de títulos de dívida da Oi e 2,5 bilhões dos atuais acionistas. Os 3 bilhões de reais restantes poderão vir de conversão de debêntures em ações.

Um grupo de detentores de títulos e agências de crédito para exportação, que juntos são os maiores credores da Oi, disseram na sexta-feira (13) que o plano de recuperação da operadora de telefonia brasileira visa proteger os atuais acionistas à custa dos credores.

 

Em um comunicado, os comitês de direção dos dois maiores grupos de detentores de títulos da Oi e as chamadas ECAs rejeitaram o plano de recuperação apresentado na noite de quarta-feira (11). Eles disseram que a empresa “parece ter perdido tempo negociando com um pequeno grupo de credores conflitantes, alguns dos quais também detém ações, para um acordo fracassado que foca exclusivamente na preservação do valor para os atuais acionistas”.

 

O plano de recuperação da Oi proposto pela administração e aprovado pelo conselho da empresa “ignora preocupações fundamentais dos credores, ameaçando a viabilidade da companhia no longo prazo e enriquecendo abusivamente os atuais acionistas”, disse o comunicado.

 

As ações da Oi exibiam forte alta na sexta-feira, impulsionadas por avaliação de analistas de que a proposta apresentada de reestruturação é positiva para os acionistas da operadora. A ação preferencial subia mais de 21 por cento e a ordinária tinha alta acima de 11 por cento.

 

A nota traz a posição de dois grupos de credores da Oi, o Oi Creditors Groups e o grupo representado pela FTI Consulting, que, juntos, têm a receber cerca de 6,4 bilhões de dólares da operadora.

 

“Apesar de ter quase um ano e meio para fazer isso, a Oi não se envolveu em negociações sobre o plano de reorganização com o maior grupo organizado de credores, e a gerência só se reuniu com o Oi Creditor Groups e FTI no dia anterior ao arquivamento de seu último plano e depois do plano ter sido aprovado pelo conselho de administração, evitando efetivamente qualquer possibilidade de entrada dos credores e fornecendo evidências adicionais do conflito de interesses neste processo”, afirmam os credores.

 

Ao anunciar no fim de agosto que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) analisaria a possibilidade de abrir processo de cassação de concessão e autorizações da Oi, representantes da agência já haviam mencionado eventual conflito de interesses nas negociações entre credores e acionistas.

 

Entre as críticas apontadas pelos grupos de credores estão “falta de dinheiro novo comprometido” e “estrutura de capital insustentável”.

 

Por outro lado, uma fonte próxima da situação na empresa, disse que a direção da Oi recebeu mensagens de apoio ao plano por parte do China Development Bank, um dos credores da operadora brasileira.

 

O plano apresentado à Justiça na quarta-feira limita em 25 por cento a conversão de dívida em ações, bem abaixo do pretendido pelos principais detentores de títulos da empresa.

 

O plano prevê uma capitalização de 9 bilhões de reais, dos quais cerca de 6 bilhões equivalem a dinheiro novo, sendo 3,5 bilhões de reais por parte dos detentores de títulos de dívida da Oi e 2,5 bilhões dos atuais acionistas. Os 3 bilhões de reais restantes poderão vir de conversão de debêntures em ações.

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