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Henrique Meirelles, o ministro que virou candidato e vidraça

Denúncias e notícias colocaram o ministro da Fazenda, Henrique de Campos Meirelles, nos holofotes na sexta-feira (3).

 

Segundo reportagem de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Meirelles teria recebido 180 milhões de reais como remuneração por serviços prestados à holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS e atualmente presos.

 

Até aí nada demais. Meirelles ajudou a família a montar o Banco Original, que, segundo o próprio ministro “vale uma fortuna, que será paga em dez, vinte anos”, aponta perfil de Meirelles, que sai na edição de novembro da revista Piauí .

 

A reportagem também aponta que o ministro, entre 2014 e 2015, quando foi presidente do conselho da J&F, assinou atas de reuniões e balanços de final de ano que nunca existiram. “O conselho nunca se reuniu”, disse Meirelles.

 

A polêmica vem numa hora de renovada exposição. Na sexta-feira, em entrevista publicada pela revista VEJA, o ministro da Fazenda admitiu ser presidenciável e falou abertamente sobre os fatores que podem influenciar sua decisão de disputar a eleição do ano que vem.

 

“Na primeira vez que levantaram esse assunto, há alguns anos, eu disse que a Presidência era uma questão de oportunidade e destino. Olho com realismo as coisas. Eu acredito que o país vai, de fato, estar bem na situação econômica, mas existem condições eleitorais que precisam ser analisadas”.

 

No começo da semana, Meirelles disse que considerava “interessante” a possibilidade de ser candidato a vice-presidente da República em 2018.

 

“Vice é até interessante, fui convidado para isso pelo presidente da República em 2010 e depois em 2014”, disse. Depois o ministro afirmou que o comentário era apenas uma brincadeira.

 

O problema é que um “ministro-candidato” pode prejudicar o andamento das reformas do governo e também do ajuste fiscal.

 

Com as mudanças pendentes de aprovação no Congresso e o déficit alto demais para as metas atuais, Meirelles pode angariar oposição no legislativo, o que tornaria ainda mais lento o processo de recuperação econômica e aprovação de reformas.

 

Meirelles, o ministro-candidato, vai ocupar cada vez mais manchetes. E sua passagem pelo enroladíssimo grupo J&F será alvo de intensa análise. Ainda falta um ano para o pleito de 2018.

Denúncias e notícias colocaram o ministro da Fazenda, Henrique de Campos Meirelles, nos holofotes na sexta-feira (3).

 

Segundo reportagem de Lauro Jardim, do jornal O Globo, Meirelles teria recebido 180 milhões de reais como remuneração por serviços prestados à holding J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS e atualmente presos.

 

Até aí nada demais. Meirelles ajudou a família a montar o Banco Original, que, segundo o próprio ministro “vale uma fortuna, que será paga em dez, vinte anos”, aponta perfil de Meirelles, que sai na edição de novembro da revista Piauí .

 

A reportagem também aponta que o ministro, entre 2014 e 2015, quando foi presidente do conselho da J&F, assinou atas de reuniões e balanços de final de ano que nunca existiram. “O conselho nunca se reuniu”, disse Meirelles.

 

A polêmica vem numa hora de renovada exposição. Na sexta-feira, em entrevista publicada pela revista VEJA, o ministro da Fazenda admitiu ser presidenciável e falou abertamente sobre os fatores que podem influenciar sua decisão de disputar a eleição do ano que vem.

 

“Na primeira vez que levantaram esse assunto, há alguns anos, eu disse que a Presidência era uma questão de oportunidade e destino. Olho com realismo as coisas. Eu acredito que o país vai, de fato, estar bem na situação econômica, mas existem condições eleitorais que precisam ser analisadas”.

 

No começo da semana, Meirelles disse que considerava “interessante” a possibilidade de ser candidato a vice-presidente da República em 2018.

 

“Vice é até interessante, fui convidado para isso pelo presidente da República em 2010 e depois em 2014”, disse. Depois o ministro afirmou que o comentário era apenas uma brincadeira.

 

O problema é que um “ministro-candidato” pode prejudicar o andamento das reformas do governo e também do ajuste fiscal.

 

Com as mudanças pendentes de aprovação no Congresso e o déficit alto demais para as metas atuais, Meirelles pode angariar oposição no legislativo, o que tornaria ainda mais lento o processo de recuperação econômica e aprovação de reformas.

 

Meirelles, o ministro-candidato, vai ocupar cada vez mais manchetes. E sua passagem pelo enroladíssimo grupo J&F será alvo de intensa análise. Ainda falta um ano para o pleito de 2018.

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