Estudantes de medicina da USP realizam paralisação na quinta-feira, dia 19

Ato será contra o desmonte do Hospital Universitário da USP. Caso as reivindicações não sejam atendidas, há indicativo de greve.

 

Os estudantes de medicina da Universidade de São Paulo (USP), por iniciativa do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC) paralisarão as atividades na quinta-feira (19), contra o desmonte do Hospital Universitário (HU) da USP. Os estudantes comparecerão ao debate dos candidatos a reitores no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-5), às 10h, e seguirão para a Av. Dr. Arnaldo, em frente ao metrô Clínicas, às 14h, onde realizarão ato. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apoia a mobilização.

 

De acordo com a presidente do CAOC, Maria Luiza Corullon, decidir paralisar se fez necessário diante do desmonte do hospital que tem papel essencial tanto na assistência à população da região oeste de São Paulo, quanto no ensino dos graduandos e pós-graduandos dos cursos da área da saúde da universidade. “Entre as pautas de reivindicação está a contratação de oito assistentes para a pediatria até 30 de outubro. Caso isso não ocorra, há indicativo de greve”, conta.

 

Desde 2014, a reitoria ameaça desvincular o hospital da universidade, culpando-o pela crise orçamentária. De acordo com Gerson Salvador, diretor do Simesp e médico do HU, o Hospital enfrenta a pior crise de todos os tempos, tendo uma redução de 25% dos leitos. “Há muitos leitos fechados devido à falta de profissionais, que vem aumentando desde a implantação do Projeto de Incentivo a Demissão Voluntária, instituído pela reitoria”, explica.

 

Sobre o HU-USP

O Hospital Universitário da USP surgiu em 1981 da necessidade de um hospital-escola que formasse médicos generalistas e da necessidade da população do Butantã por um hospital de média complexidade, já que não havia um serviço na região capaz de suprir a demanda de saúde. Atualmente, o HU recebe 2.430 alunos todos os anos, tanto da graduação quanto da pós-graduação, provenientes de sete faculdades diferentes. Além disso, o HU é o único hospital secundário ao qual a população da zona oeste pode recorrer. Essa é uma função essencial do hospital, pois se trata da retribuição social da USP pelo investimento da população na educação pública de qualidade, cumprindo o pilar da extensão que compõe o tripé da universidade.

Ato será contra o desmonte do Hospital Universitário da USP. Caso as reivindicações não sejam atendidas, há indicativo de greve.

 

Os estudantes de medicina da Universidade de São Paulo (USP), por iniciativa do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC) paralisarão as atividades na quinta-feira (19), contra o desmonte do Hospital Universitário (HU) da USP. Os estudantes comparecerão ao debate dos candidatos a reitores no auditório da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA-5), às 10h, e seguirão para a Av. Dr. Arnaldo, em frente ao metrô Clínicas, às 14h, onde realizarão ato. O Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) apoia a mobilização.

 

De acordo com a presidente do CAOC, Maria Luiza Corullon, decidir paralisar se fez necessário diante do desmonte do hospital que tem papel essencial tanto na assistência à população da região oeste de São Paulo, quanto no ensino dos graduandos e pós-graduandos dos cursos da área da saúde da universidade. “Entre as pautas de reivindicação está a contratação de oito assistentes para a pediatria até 30 de outubro. Caso isso não ocorra, há indicativo de greve”, conta.

 

Desde 2014, a reitoria ameaça desvincular o hospital da universidade, culpando-o pela crise orçamentária. De acordo com Gerson Salvador, diretor do Simesp e médico do HU, o Hospital enfrenta a pior crise de todos os tempos, tendo uma redução de 25% dos leitos. “Há muitos leitos fechados devido à falta de profissionais, que vem aumentando desde a implantação do Projeto de Incentivo a Demissão Voluntária, instituído pela reitoria”, explica.

 

Sobre o HU-USP

O Hospital Universitário da USP surgiu em 1981 da necessidade de um hospital-escola que formasse médicos generalistas e da necessidade da população do Butantã por um hospital de média complexidade, já que não havia um serviço na região capaz de suprir a demanda de saúde. Atualmente, o HU recebe 2.430 alunos todos os anos, tanto da graduação quanto da pós-graduação, provenientes de sete faculdades diferentes. Além disso, o HU é o único hospital secundário ao qual a população da zona oeste pode recorrer. Essa é uma função essencial do hospital, pois se trata da retribuição social da USP pelo investimento da população na educação pública de qualidade, cumprindo o pilar da extensão que compõe o tripé da universidade.

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