Brasil é terceiro país com maior número de presos

Há 726 mil pessoas na cadeia em todo país, das quais um terço está no Estado de São Paulo. Perfil do detento brasileiro é: jovem, homem, negro, com pouco ensino e detido de forma provisória por tráfico, roubo ou furto.

 

O número de pessoas presas no sistema penitenciário brasileiro somou 726.712 em junho de 2016, afirmou na sexta-feira (8) o Ministério da Justiça.  Assim, há 352,6 presos por grupo de 100 mil habitantes, em média.

 

Há 45.989 mulheres presas no Brasil, de acordo com o levantamento. Elas correspondem a 5,8% da população carcerária. Entre as mulheres, 62% das prisões estão relacionadas ao tráfico de drogas. Quando levados em consideração somente os homens presos, essa taxa é de 26%.

 

Segundo o ministério, o Brasil é agora o terceiro país com maior número de pessoas presas, atrás de Estados Unidos (2.145.100 presos) e China (1.649.804). O quarto país é a Rússia (646.085). Apenas um Estado, São Paulo, tem um terço dos detentos, ou 240.061.

 

O levantamento confirma o perfil padrão do detento brasileiro: ele tem menos de 30 anos, é homem, negro, com ensino fundamental incompleto e está na cadeia de forma provisória por causa de tráfico de drogas ou roubo e furto.

De todos os presos no Brasil, 55% têm entre 18 e 29 anos. Observando-se o critério por estado, as maiores taxas de presos jovens, com menos de 25 anos, são registradas no Acre (45%), Amazonas (40%) e Tocantins (39%).

 

O levantamento também mostra que 64% dos presos são negros. O maior percentual de negros entre a população presa é verificado nos Estados do Acre (95%), do Amapá (91%) e da Bahia (89%).

 

Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegou ao ensino médio. Menos de 1% dos presos tem graduação.

 

O relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirma que 89% dos presos estão em unidades com déficit de vagas, e 78% dos estabelecimentos penais comportam mais presos do que o número de vagas disponíveis.

 

Comparando-se os dados de dezembro de 2014 com os de junho de 2016, verifica-se crescimento no déficit de vagas de 250.318 para 336.491 vagas no país. A taxa de ocupação média é de 197,4%, o que significa que há, em média, dois presos para cada vaga no sistema prisional.

 

Os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam pessoas à prisão, representando 28% da população carcerária. Roubos e furtos somados chegam a 37%. Homicídios representam 11% dos crimes que causaram a prisão. O relatório mostra também que 40% dos encarcerados são presos provisórios, ou sem condenação.

Há 726 mil pessoas na cadeia em todo país, das quais um terço está no Estado de São Paulo. Perfil do detento brasileiro é: jovem, homem, negro, com pouco ensino e detido de forma provisória por tráfico, roubo ou furto.

 

O número de pessoas presas no sistema penitenciário brasileiro somou 726.712 em junho de 2016, afirmou na sexta-feira (8) o Ministério da Justiça.  Assim, há 352,6 presos por grupo de 100 mil habitantes, em média.

 

Há 45.989 mulheres presas no Brasil, de acordo com o levantamento. Elas correspondem a 5,8% da população carcerária. Entre as mulheres, 62% das prisões estão relacionadas ao tráfico de drogas. Quando levados em consideração somente os homens presos, essa taxa é de 26%.

 

Segundo o ministério, o Brasil é agora o terceiro país com maior número de pessoas presas, atrás de Estados Unidos (2.145.100 presos) e China (1.649.804). O quarto país é a Rússia (646.085). Apenas um Estado, São Paulo, tem um terço dos detentos, ou 240.061.

 

O levantamento confirma o perfil padrão do detento brasileiro: ele tem menos de 30 anos, é homem, negro, com ensino fundamental incompleto e está na cadeia de forma provisória por causa de tráfico de drogas ou roubo e furto.

De todos os presos no Brasil, 55% têm entre 18 e 29 anos. Observando-se o critério por estado, as maiores taxas de presos jovens, com menos de 25 anos, são registradas no Acre (45%), Amazonas (40%) e Tocantins (39%).

 

O levantamento também mostra que 64% dos presos são negros. O maior percentual de negros entre a população presa é verificado nos Estados do Acre (95%), do Amapá (91%) e da Bahia (89%).

 

Quanto à escolaridade, 75% da população prisional brasileira não chegou ao ensino médio. Menos de 1% dos presos tem graduação.

 

O relatório do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) afirma que 89% dos presos estão em unidades com déficit de vagas, e 78% dos estabelecimentos penais comportam mais presos do que o número de vagas disponíveis.

 

Comparando-se os dados de dezembro de 2014 com os de junho de 2016, verifica-se crescimento no déficit de vagas de 250.318 para 336.491 vagas no país. A taxa de ocupação média é de 197,4%, o que significa que há, em média, dois presos para cada vaga no sistema prisional.

 

Os crimes relacionados ao tráfico de drogas são os que mais levam pessoas à prisão, representando 28% da população carcerária. Roubos e furtos somados chegam a 37%. Homicídios representam 11% dos crimes que causaram a prisão. O relatório mostra também que 40% dos encarcerados são presos provisórios, ou sem condenação.

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