Alckmin acelera concessões em busca de marca reformista

Ao bater o martelo duas vezes em um intervalo de nove dias sobre concessões à iniciativa privada, o governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, Geraldo Alckmin (PSDB) procurou dar um recado a seus adversários pelo posto de candidato do centro ao Palácio do Planalto: “Aqui em São Paulo, a gente não fica no discurso, a gente já faz reforma de Estado”, disse no dia 19, após conceder duas linhas de metrô à iniciativa privada por 20 anos em um negócio que alcançou 185% de ágio.

 

No último dia 10, o tucano já havia comemorado o resultado do leilão do trecho norte do Rodoanel, fechado com valor 91% acima do exigido. E, sem perder tempo, marcou a próxima concessão para a quarta-feira (31), quando pretende repassar a administração de 267 imóveis estaduais ao mercado, pelo lance mínimo de R$ 1 bilhão.

 

Às vésperas do início de uma nova campanha presidencial, Alckmin quer deixar claro que desta vez não vai esconder a disposição de conceder e privatizar bens nacionais, caso vença a disputa pelo Planalto. Em 2006, quando perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano chegou a vestir uma jaqueta com as marcas de estatais como Petrobrás e Banco do Brasil para sinalizar que não “venderia o patrimônio nacional”.

 

“Não teríamos como fazer esses investimentos apenas com os recursos do Tesouro, ainda mais em período de crise”, diz Alckmin, que tem reforçado que a função do Estado não é a de executor e provedor de tudo, mas a de fiscalizador dos investimentos em serviços públicos.

 

Com a conclusão da concessão das linhas 5-Lilás e 15-Ouro do Metrô, o governo atingiu R$ 130 bilhões em investimentos a partir de contratos firmados com a iniciativa privada desde o primeiro negócio do tipo, o sistema Bandeirantes-Anhanguera, em 1998. De março do ano passado para cá, o valor alcançado foi de R$ 17 bilhões.

 

Até se desincompatibilizar do cargo para se dedicar à campanha nacional, em abril, Alckmin pretende tirar do papel a concessão do sistema intermunicipal de ônibus e fazer sua primeira privatização como governador: a da Companhia Enérgica de São Paulo (CESP), planejada por governos tucanos há mais de 20 anos.

 

Mas não sem sofrer resistência da oposição e de setores diretamente afetados, como o dos metroviários, que no dia 18 fizeram uma greve em protesto contra o leilão das linhas 5 e 17. Segundo o sindicato da categoria, o edital lançado pelo governo foi direcionado para a vencedora, a CCR.

 

Segundo a subsecretária de Parcerias e Inovação do governo estadual, Karla Bertocco, uma alteração na forma como o governo elabora os editais aumentou a concorrência. Desde o ano passado, o governo não exige mais atestado técnico dos consórcios durante a licitação, o que abriu caminho para a participação de fundos de investimentos. Dois fundos já saíram vencedores de pregões, um espanhol e outro italiano.

 

“Isso ampliou a competitividade. Primeiro, porque permitiu a entrada desses novos players (fundos de investimentos); segundo, porque deu acesso a empreiteiras menores de participar das obras”, disse Karla.

 

“Ou fazemos isso ou continuamos reféns dessas quatro ou cinco empresas que mandam no País ou mandavam antes da Lava Jato”, afirmou o secretário de Governo, Saulo de Castro Abreu Filho. A CCR, no entanto, é formada por empresas como Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, investigadas na operação.

Ao bater o martelo duas vezes em um intervalo de nove dias sobre concessões à iniciativa privada, o governador Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho, Geraldo Alckmin (PSDB) procurou dar um recado a seus adversários pelo posto de candidato do centro ao Palácio do Planalto: “Aqui em São Paulo, a gente não fica no discurso, a gente já faz reforma de Estado”, disse no dia 19, após conceder duas linhas de metrô à iniciativa privada por 20 anos em um negócio que alcançou 185% de ágio.

 

No último dia 10, o tucano já havia comemorado o resultado do leilão do trecho norte do Rodoanel, fechado com valor 91% acima do exigido. E, sem perder tempo, marcou a próxima concessão para a quarta-feira (31), quando pretende repassar a administração de 267 imóveis estaduais ao mercado, pelo lance mínimo de R$ 1 bilhão.

 

Às vésperas do início de uma nova campanha presidencial, Alckmin quer deixar claro que desta vez não vai esconder a disposição de conceder e privatizar bens nacionais, caso vença a disputa pelo Planalto. Em 2006, quando perdeu a eleição para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano chegou a vestir uma jaqueta com as marcas de estatais como Petrobrás e Banco do Brasil para sinalizar que não “venderia o patrimônio nacional”.

 

“Não teríamos como fazer esses investimentos apenas com os recursos do Tesouro, ainda mais em período de crise”, diz Alckmin, que tem reforçado que a função do Estado não é a de executor e provedor de tudo, mas a de fiscalizador dos investimentos em serviços públicos.

 

Com a conclusão da concessão das linhas 5-Lilás e 15-Ouro do Metrô, o governo atingiu R$ 130 bilhões em investimentos a partir de contratos firmados com a iniciativa privada desde o primeiro negócio do tipo, o sistema Bandeirantes-Anhanguera, em 1998. De março do ano passado para cá, o valor alcançado foi de R$ 17 bilhões.

 

Até se desincompatibilizar do cargo para se dedicar à campanha nacional, em abril, Alckmin pretende tirar do papel a concessão do sistema intermunicipal de ônibus e fazer sua primeira privatização como governador: a da Companhia Enérgica de São Paulo (CESP), planejada por governos tucanos há mais de 20 anos.

 

Mas não sem sofrer resistência da oposição e de setores diretamente afetados, como o dos metroviários, que no dia 18 fizeram uma greve em protesto contra o leilão das linhas 5 e 17. Segundo o sindicato da categoria, o edital lançado pelo governo foi direcionado para a vencedora, a CCR.

 

Segundo a subsecretária de Parcerias e Inovação do governo estadual, Karla Bertocco, uma alteração na forma como o governo elabora os editais aumentou a concorrência. Desde o ano passado, o governo não exige mais atestado técnico dos consórcios durante a licitação, o que abriu caminho para a participação de fundos de investimentos. Dois fundos já saíram vencedores de pregões, um espanhol e outro italiano.

 

“Isso ampliou a competitividade. Primeiro, porque permitiu a entrada desses novos players (fundos de investimentos); segundo, porque deu acesso a empreiteiras menores de participar das obras”, disse Karla.

 

“Ou fazemos isso ou continuamos reféns dessas quatro ou cinco empresas que mandam no País ou mandavam antes da Lava Jato”, afirmou o secretário de Governo, Saulo de Castro Abreu Filho. A CCR, no entanto, é formada por empresas como Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, investigadas na operação.

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