42 visualizações

70 profissionais do programa Mais Médicos de São Paulo entrarão em greve a partir da terça-feira (7)

Médicos, que atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, estão sem receber a 17 dias.

 

Profissionais do Programa Mais Médicos deliberaram por fazer greve a partir da próxima terça-feira (7), caso a Prefeitura de São Paulo – SP não efetue o pagamento dos valores devidos até o dia 6. A decisão foi tomada em assembleia na noite da terça-feira (31), na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Mais de 70 médicos estão sem receber a bolsa e a ajuda de custo desde o dia 15 de outubro. Essa não é a primeira vez que o atraso acontece, o salário referente ao mês de junho teve atraso de 16 dias e o de agosto, de 10 dias. Os profissionais alegam estar sem dinheiro até mesmo para se locomoverem até o local de trabalho.

 

“Esses profissionais atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, em situação de vulnerabilidade e exposta a vários problemas sanitários. Então, quando a gestão do prefeito João Doria não efetuou o pagamento dos médicos, tratou esses profissionais com desrespeito, além de demonstrar que desrespeita e trata com descaso a população que depende desses profissionais”, avalia Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

 

De acordo com a médica Eline Ethel Fonseca Lima, membro da comissão de profissionais do Mais Médicos, o principal afetado com essa falta de pagamento é o paciente, que ficará sem atendimento das consultas agendadas. “Temos em média 30 consultas por dia, se calcularmos por mês, são 480 atendimentos que não serão realizados e isso nos preocupa muito”. E completa: “Mesmo com a suspensão dos atendimentos eletivos, caso não seja efetuado o pagamento, estaremos nos nossos locais de trabalho para atendimentos de urgência e emergência e para explicar a situação aos usuários”.

 

Ainda na quarta-feira (1º), o Simesp irá notificar a Prefeitura de São Paulo, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e o Ministério Público sobre a decisão dos médicos.

 

Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelo pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa. “A prefeitura precisa arcar com o que é devido aos profissionais. Os médicos não podem pagar pelo descaso da gestão”, diz. E completa: “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho e a Prefeitura de São Paulo se aproveita dessa fragilidade para não cumprir com seu compromisso”.

Médicos, que atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, estão sem receber a 17 dias.

 

Profissionais do Programa Mais Médicos deliberaram por fazer greve a partir da próxima terça-feira (7), caso a Prefeitura de São Paulo – SP não efetue o pagamento dos valores devidos até o dia 6. A decisão foi tomada em assembleia na noite da terça-feira (31), na sede do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp). Mais de 70 médicos estão sem receber a bolsa e a ajuda de custo desde o dia 15 de outubro. Essa não é a primeira vez que o atraso acontece, o salário referente ao mês de junho teve atraso de 16 dias e o de agosto, de 10 dias. Os profissionais alegam estar sem dinheiro até mesmo para se locomoverem até o local de trabalho.

 

“Esses profissionais atuam em regiões periféricas da cidade atendendo a população carente, em situação de vulnerabilidade e exposta a vários problemas sanitários. Então, quando a gestão do prefeito João Doria não efetuou o pagamento dos médicos, tratou esses profissionais com desrespeito, além de demonstrar que desrespeita e trata com descaso a população que depende desses profissionais”, avalia Eder Gatti, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

 

De acordo com a médica Eline Ethel Fonseca Lima, membro da comissão de profissionais do Mais Médicos, o principal afetado com essa falta de pagamento é o paciente, que ficará sem atendimento das consultas agendadas. “Temos em média 30 consultas por dia, se calcularmos por mês, são 480 atendimentos que não serão realizados e isso nos preocupa muito”. E completa: “Mesmo com a suspensão dos atendimentos eletivos, caso não seja efetuado o pagamento, estaremos nos nossos locais de trabalho para atendimentos de urgência e emergência e para explicar a situação aos usuários”.

 

Ainda na quarta-feira (1º), o Simesp irá notificar a Prefeitura de São Paulo, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) e o Ministério Público sobre a decisão dos médicos.

 

Segundo o diretor do Simesp, Gerson Salvador, apesar de o Mais Médicos ser uma iniciativa Federal, neste caso, especificamente, a responsabilidade pelo pagamento da bolsa e da ajuda de custo dos médicos é da prefeitura, por Acordo de Cooperação para ampliar o programa. “A prefeitura precisa arcar com o que é devido aos profissionais. Os médicos não podem pagar pelo descaso da gestão”, diz. E completa: “A Lei do Mais Médicos permite contratações precárias, dificulta o acesso à Justiça do Trabalho e a Prefeitura de São Paulo se aproveita dessa fragilidade para não cumprir com seu compromisso”.

Posts Recentes: Popular Mais

Sobe para 18 os mortos em acidente com ônibus que levava universitários em SP

Subiu para 18 o número de mortos em um grave acidente com um ônibus da Companhia União Litoral, que capotou na noite de quarta-feira (8) na Rodovia Mogi-Bertioga. Havia pelo menos 46 pessoas a bordo. Segundo informações dos bombeiros e da Polícia Civil, o motorista está entre os mortos e 31 pessoas ficaram feridas.   […]

Guilherme Campos (PSD) é nomeado presidente dos Correios

O presidente Michel Temer (PMDB) nomeou Guilherme Campos Júnior (PSD) para exercer o cargo de presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), conforme decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU) da quinta-feira (9). Campos substituirá Giovanni Correa Queiroz, que foi exonerado ainda por Dilma Rousseff, em maio, na semana de seu afastamento […]